O voluntariado que cuida

O dia do voluntário foi comemorado na terça-feira, cinco de dezembro, a ACADEF atualmente conta com seis voluntários. Eles cedem seus serviços, sem cobrar nada, em prol do bem-estar de outras pessoas. Antonio Marcos Rubin, que trabalha no Projeto Cuidar, é um dos voluntários da instituição.

Antonio ficou paraplégico aos 30 anos por causa de um tiro de arma de fogo que acertou suas costas. Nessa nova e estranha condição na qual se encontrava, Antonio recebeu a visita da equipe que formava o Cuidar na época. Assim foi ingressado na ACADEF, passando pelo PIC e pela reabilitação da entidade.

Logo que se tornou cadeirante, acreditava que sua vida tinha acabado. Aposentado por invalidez, pensava que não podia fazer mais nada, mas as visitas que recebeu o motivaram a seguir em frente. Como ele mesmo diz, ele é a ‘prova viva’ da importância do voluntariado na vida das pessoas, “tudo o que me foi passado é o que eu passo para outras pessoas de positivo, no sentido de que dá e de que pode, logico com algumas limitações”, declara Antonio. Ele ainda afirma que nem tudo é maravilha, mas com o pé no chão conhecendo suas limitações, é possível continuar a vida normalmente.

O voluntariado dentro da ACADEF

Para ser voluntário na ACADEF, é preciso vir e fazer um cadastro. Dessa forma será feita uma avaliação para saber onde encaminhar a pessoa. A gestora de RH da associação, Iara Coromberque, conta que com isso sempre existe uma troca de experiências, “é enriquecer tanto pra quem recebe os voluntários, quanto pra quem vem fazer o trabalho voluntário”, afirma.

Rubin, por exemplo, após passar por todo o transcurso da reabilitação, ao abrir uma vaga de voluntário no Projeto, foi convidado a se inscrever. “Como era um voluntariado eu vim assim de coração aberto”, conta Antonio. Ele foi o escolhido para fazer parte desse time. Desde então dedica os seus dias a ajudar pessoas com deficiência a conhecerem seus direitos e saberem que não estão sozinhas no mundo.

Voluntário e parceiro da ACADEF, junto com seus colegas Valoir Mendes e Dirceu Malaquias, fazem visitas domiciliares nas casas de pessoas com algum tipo de deficiência e que não conhecem a ACADEF. Nessas visitas além de levar mensagens de apoio, também falam sobre os direitos que a pessoa possui em todas as áreas da sociedade, e dessa forma apresentam também a ACADEF.

Com o cuidar, ele representa a ACADEF em atividades fora da instituição. Esse voluntariado preenche seu tempo e ele diz com segurança que veste essa camisa com muita fé, e faz o serviço com muito carinho. Por tudo isso ele incentiva mais pessoas a fazerem algum tipo de voluntariado, “quando tu faz o bem ele não é só feito pra aquela pessoa, ele te dá em dobro”, conclui Antonio.

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