Em busca de passos diferentes

Luana Freitas Gomes nasceu sem parte de seu pé esquerdo por causa de uma má formação congênita. Desde muito pequena ela já usa prótese de pé, e trocava, em média, a cada seis meses. Hoje aos 19 anos a jovem já tem uma coleção de próteses. Mas agora, através da ACADEF, Luana conseguiu algo que deseja há tempos, uma prótese de silicone. As que ela usava anteriormente eram de gesso, couro ou borracha, materiais de pouca resistência e que podem causar alterações posturais e proliferar odor desagradável.

A irmã, Aline Freitas Gomes, 25, relata que quando Luana nasceu a maior preocupação da família era com a adaptação e as questões psicológicas. Mas isso nunca foi um problema, a jovem sempre foi tratada como as outras crianças e incentivada a fazer tudo, como aulas de balé, natação e nunca viu nenhum impedimento em nada. Segundo Luana, ela jamais tentou esconder, e a única coisa que lhe incomodou foi depois na adolescência, quando ela queria usar chinelinho ou salto alto como suas outras amigas, e não podia, mas agora com o seu novo pé, isso vai mudar.

Aline é fisioterapeuta e está fazendo uma pós-graduação pela URFGS. Foi graças a essas aulas que elas vieram a conhecer a ACADEF, pois um dos professores é o fisioterapeuta e gestor de reabilitação da instituição, Jivago Di Napoli. Ela logo foi falar com ele para contar a história da irmã que há muito tempo estava procurando algum lugar onde fosse conseguir a prótese de silicone. As duas vieram conhecer a ACADEF e logo solicitaram a produção do equipamento.

Jivago conta que são poucos os casos como o de Luana e que para este tipo de material é usada uma tecnologia diferente das demais próteses produzidas na ACADEF. “O desenvolvimento da modelagem é realizado totalmente na oficina ortopédica da Acadef, em conjunto com técnicos da Ottobock. Trata-se de um elastômero que é feito de um polímero de alta densidade e resistência. Sua função é prover vácuo e aderência confortável, resistindo ao estresse imposto às fases da marcha (caminhadas) no dia-a-dia do paciente”, explica. Por ser um produto de alto custo ele é ainda indisponível por tratamento via SUS, podendo ser produzido apenas em atendimentos particulares.

Na manhã de terça (11) Luana fez uma prova de modelagem com o Técnico Luciano Rohde e em breve será processada e finalizada esteticamente com a cor definitiva de sua pele. Quem tiver amputações parciais de pés e interesse em conhecer as próteses em silicone, pode agendar uma visita à Acadef.

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