A liberdade para poder viver

A dona de casa, Maria Eliane Rodrigues da Rosa, tinha cerca de 30 anos quando descobriu que não poderia mais caminhar. Isso por causa de uma doença genética que causou uma atrofia muscular. Sentiu como se o seu mundo tivesse desabado. Por muito tempo o que a motivou a continuar vivendo foram os filhos Erik Rodrigues, 12 anos, e Erica Rodrigues, 4.

Maria viveu por seis anos apenas com uma cadeira manual, e se sentia inútil por depender dos outros para tudo. Ela não conhecia a ACADEF, mas quando ouviu falar dos serviços prestados, logo solicitou o encaminhamento para conseguir a cadeira motorizada. Quando o pedido chegou na instituição o pessoal do serviço social avisou que poderia levar até dois anos para conseguir, mas levou bem menos tempo. Em seis meses a cadeira chegou e mudou a vida da mulher. Ela continua em atendimento constantemente com a psicóloga e a nutricionista.

Hoje com 36 anos, Maria se sente muito mais livre. Agora consegue fazer sozinha coisas simples que antes não era capaz, como ir buscar o boletim do filho no colégio, ir à igreja ou ao centro. Reconhece que ainda precisa de ajuda para grande parte de suas atividades, mas conseguiu com a cadeira motorizada sua independência, mesmo que limitada, “Era isso que eu tava precisando sabe? Pra me sentir gente de novo”.

O marido, Derli Teixeira, 57, conta que a cadeira trouxe mudanças na sua vida também. Toda a família mostra gratidão a Deus e a toda a equipe ACADEF, pois não teriam condições de comprar uma cadeira. “Eu achava impossível conseguir uma cadeira motorizada, mas não, Deus me mostrou que nada é impossível, nada, nada, nada na vida é impossível”, ressalta a cadeirante, muito feliz, pois agora pode passear com os filhos sem preocupações.

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